Gabriel Medina vence Pipeline e se torna Bicampeão Mundial - Pós CT Pipeline

O Mundial de Surfe não poderia terminar melhor para o Brasil. Após o melhor ano da história do surf brasileiro, Gabriel Medina se torna o 2º brazuca à vencer Pipeline e o único à ser bicampeão mundial. Apesar disso, a etapa não deixou de contar com muita emoção!

Agora Bicampeão Mundial, Gabriel Medina vence em Pipeline

O que falar de Gabriel Medina? É um monstro! É um fora de série! É um fenômeno! É Gabriel Medina bicampeão mundial de surf! O que dizer do ano desse brasileiro, que assombrou à todos com suas performances e com seu instinto de competidor? Foi um ano perfeito para Medina, e que não poderia acabar de outra forma. Venceu três etapas no ano, dentre elas a tão sonhada Pipeline com o único 10 da competição!

Gabriel Medina conquista a única nota 10 em Pipeline

Conquistou o seu bicampeonato, e já poderia ter alcançado outros títulos, não fosse algumas notas duvidosas em momentos chaves. Gabriel foi praticamente perfeito no Havaí! Logo em sua primeira bateria, tentou aéreos gigantescos, com alto risco de lesão, e mostrou que não estava ali para brincadeira! Teve muito sangue frio em momentos chaves, em que saiu atrás nas baterias, mas soube lidar com a pressão e acabou se dando muito bem. Além de ser acima da média tecnicamente, também é fisicamente e mentalmente. Nos tubos, sem dúvida é um dos melhores, tanto de frontside, como de backside. Atrasou dentro dos tubos com técnicas inacreditáveis, inclusive utilizando o joelho para isso. Medina surfou Pipeline de 10 pés como se surfasse qualquer mar de 0,5m a 1 metro.

Gabriel Medina campeão Mundial e do PipeMasters

O resultado do Medina, mostra o quão fenomenal é esse garoto, onde fez histórias e já se põe na mira de recordes. Desde que conquistou seu primeiro título (em 2014), Medina nunca esteve abaixo da 3ª colocação no ranking. Medina foi o 1º brasileiro à ser campeão mundial de surf, agora é o único a se tornar bicampeão. Outro dado interessante, é que Gabriel Medina se junta à um Hall "limitado" de apenas 8 surfistas na história que já venceram mais de uma vez o mundial de surf, além disso, se junta em 1º lugar aos maiores goofy footers do mundo, os australianos Tom Carrol e Damien Hardman são os maiores surfistas goofys vencedores do CT na história, com 2 títulos mundiais cada. O título mundial de 2018, não poderia estar em outras mãos. E como caiu bem aquela camiseta amarela, com a bandeira brasileira nos ombros, e o número 10 nas costas, não é? Foi o segundo título mundial, que já põe Medina na história do esporte, mas depois do que vimos, alguém duvida que vêm mais por aí?

Agora vamos falar um pouco dos demais brasileiros.. Jessé Mendes é outro brasileiro que está rindo à toa após Pipeline! Se ele chegou ao Havaí praticamente fora do CT de 2019, deixa a ilha como o 2º brasileiro da história à ser campeão da tradicional "Tríplice Coroa Havaiana", onde com seu desempenho em Haleiwa e Sunset, ainda conseguiu a sua classificação pelo QS e se manter na elite do surf mundial!


Filipe Toledo chegou ao Havaí com difíceis chances de título e foi eliminado prematuramente em Pipe. Toledo sem dúvida é um dos melhores do mundo, mas ficou claro que precisa evoluir mentalmente e se dedicar mais nos tubos pesados. Esse ano já teve uma evolução absurda, e se tornou um surfista que atinge bons resultados com regularidade, o que lhe faltou nos outros anos. Seu título amadurece a cada temporada, quem sabe não será em 2019?

Ítalo Ferreira mostrou ser um dos backsiders mais poderosos do mundo, e também mostrou uma evolução gigantesca, conquistando 3 vitórias em etapas no ano, sendo que até então, não havia conquistado nenhuma. O que Ítalo precisa agora é ter mais regularidade e evoluir a parte táctica das baterias. Outro surfer com muito potencial e que pode vir a se tornar campeão do mundo. William Cardoso (Panda) surpreendeu ao entrar no Ct com 32 anos, e também ao conquistar uma etapa em sua temporada de estreia! Michael Rodrigues mostrou um enorme talento, porém precisa amadurecer, tanto dentro, como fora da água.


O ano de Adriano de Souza, infelizmente ficou marcado por sua contusão no joelho, mas mesmo assim conseguiu se reclassificar para o Ct. Não credito em outro título mundial de Mineiro, mas tem sim condições de vencer mais etapas em sua carreira.


Yago Dora teve altos e baixos na temporada, e fez um ótimo evento em Pipeline, acabando na 5ª colocação. Pelo talento que tem, pode almejar voos mais altos em sua carreira, basta continuar evoluindo e saindo do estilo "free surfer" para se tornar cada vez mais competitivo. Ainda é muito jovem e tem grande potencial.


Infelizmente as baixas do Ct esse ano foram: Tomas Hermes, que começou o ano muito bem com uma semifinal na Gold Coast, mas não conseguiu manter o desempenho, e Ian Gouveia, que por diversas vezes foi prejudicado nas avaliações dos juízes, e também não fará mais parte da elite em 2019.

O brasileiro Caio Ibelli, que estava na elite do mundial, ficou praticamente o ano inteiro de 2018 fora por conta de lesão, e a WSL anunciou que as 2 vagas remanescentes para "lesionados" em 2018 serão dadas à Kelly Slater e à John John Florence.


Uma decisão esperada, apesar de controversa, já que como o próprio Caio Ibelli afirmou: "Kelly Slater usou e abusou em 2018", já que praticamente escolheu as etapas que iria competir em determinados momentos.. Kelly além de ter ótimo relacionamento com a WSL, anunciou que vai se aposentar em 2019 do tour, o que provavelmente favoreu a decisão da WSL. Pior para o brasileiro que terá que reconquistar sua vaga no QS.


Enfim terminamos o ano de 2018 como queríamos, com um brasileiro campeão mundial, e vencendo 9 das 11 etapas no ano! Ainda tivemos o campão mundial júnior Mateus Herdy, o campeão da tríplice coroa sendo Jessé Mendes! A cada ano o brasil faz "o melhor ano de surf da sua história" e em 2018 não foi diferente. O que esperar de 2019 ? Com certeza muito mais, já que a tempestade brasileira não para! Obrigado por acompanharem a Resenha do Surf e esperamos nos encontrar de novo em 2019. Mahalo!


Autor: Ricardo Roldan - @resenhadosurf

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