Resenha do Surf - Pré etapa Surf Ranch

A inédita etapa da Surf Ranch vai acontecer entre os dias 6 e 9 de setembro, na Califórnia. Num momento onde Filipe Toledo vem liderando bem e Gabriel Medina pode crescer, a expectativa é enorme para vermos como os brasileiros vão se sair na piscina do Kelly.




Apresentação


Fala galera! Sou o Ricardo da Resenha do Surf, e agora vou elaborar textos sobre as etapas do CT, em parceria com o pessoal da SurfStorm! Bem, para quem não conhece o meu perfil do Instagram, ele teve início em março de 2017, e em menos de um ano já havia alcançado a marca de 10 mil seguidores. Minha proposta sempre foi a interação entre os amantes de surf, e creio eu, que estava conseguindo. Minhas postagens sobre o circuito mundial de surf, por vezes, passava dos 100 comentários! Infelizmente, o Instagram tem certas políticas bem rígidas, que ao meu ver, não as estava transgredindo, mas mesmo assim, meu perfil foi excluído. Estranhamente alguns perfis, fazem transgressões e nada acontece. Enfim, fiz novamente um outro perfil, e sigo na batalha. O número de seguidores diminuiu, mas a interação continua, e sigo na batalha para tornar a Resenha um lugar onde podemos discutir o esporte que amamos, com respeito e harmonia entre os seguidores.


Surf Ranch


Está chegando a tão controversa etapa da piscina de ondas de Kelly Slater, o Surf Ranch! Muitos são a favor, outros contra. No meu modo de ver, tudo que é novidade e vem para somar é válido. Porém, acho que o modelo do campeonato poderia ser melhor! A competição será realizada da seguinte forma: na primeira fase, todos os atletas surfarão 3 direitas e 3 esquerdas. No somatório final, serão consideradas a melhor direita, e a melhor esquerda. Classificam para a fase final, os 8 melhores no masculino, e as 4 melhores no feminino. O sistema na final é o mesmo, 3 direitas e 3 esquerdas, ganha quem tiver o maior somatório, considerando a melhor direita e a melhor esquerda. É um modelo bem parecido com o que aconteceu meses atrás, na Founder´s Cup ,e tende em alguns momentos a ficar monótono. Na minha opinião, poderiam fazer um surfista surfar a direita, o outro a esquerda, com os dois ou três competidores na água. Ficaria com mais “cara” de bateria.

Outra questão a ser mencionada desta competição, é que o fator sorte é nulo! Em etapas tradicionais no mar, existem algumas variáveis, como vento, prioridade, tamanho, inconsistência das ondas, que afetam diretamente o andamento da bateria. No Surf Ranch, o fator responsável pelo sucesso do atleta, será exclusivamente o seu desempenho! E claro, o fator emocional também será muito importante, pois um erro, pode comprometer a avaliação da onda.

No meu modo de ver, os dois grandes favoritos para essa etapa, são os dois primeiros do ranking: Filipe Toledo e Gabriel Medina. No curto histórico do local, os dois tiveram grandes resultados. No ano passado, em evento teste, Gabriel Medina foi o campeão, com Filipe Toledo vice. Este ano na apresentação por equipes, os dois foram novamente destaques, apesar do título ter ficado com a equipe Mundial. Porém, como ainda não vimos diversos surfistas competirem no local, fica difícil apontar com exatidão os favoritos. Trata-se de uma onda rápida, com duas sessões de tubos, e varais rampas para aéreos. Neste panorama poderíamos apontas diversos surfistas. Podemos destacar entre eles: Jordy Smith ( que praticamente ganhou a competição por equipes), Kelly Slater (o dono da brincadeira toda), Julian Wilson, Griffin Colapinto, Ítalo Ferreira, Michael Rodrigues,e Kanoa Igarashi.

Espero que os surfistas explorem o potencial máximo da onda, e que claro, a disputa tenha mais uma vez um brasileiro vencedor. Olho em Julian Wilson que é o gringo mais próximo dos brazucas no topo. Medina é o único que pode tirar a lycra amarela de Toledo nesta etapa.

No feminino, podemos destacar a volta da brasileira Silvana Lima, que não competiu na última etapa, devido à uma lesão no joelho, e também a participação da convidada Bethany Hamilton, que para mim, não fosse o incidente com tubarão que fez com que perdesse um dos braços, seria campeã mundial. Vamos torcer para Tati Weston Webb fazer um bom campeonato, ela que vem num ano muito bom, e está na terceira posição no campeonato.

É isso, vai rolar muito surfe no nosso feriadão! A competição tem início dia 06, e termina dia 09 de setembro. Bom surfe a todos, e boa sorte aos brasileiros!

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